Wetlands (Jardins Filtrantes) para Tratamento de Esgotos

Descrição geral

O sistema wetland tem se apresentado como uma ótima alternativa ao tratamento biológico de esgotos. Trata-se de um processo complementar do efluente do tanque séptico (necessário para a quebra de moléculas complexas em moléculas mais simples de fácil absorção pelas raízes das plantas) que são capazes de utilizar a filtração física, química e biológica, na transformação/depuração de poluentes presentes nos esgotos sanitários. Este tipo de sistema possui baixo custo de operação, implantação e manutenção em relação aos sistemas convencionais.

Além disso, este tipo de sistema possui a vantagem de lidar com variações sazonais na emissão de efluentes sem apresentar efeitos adversos ao funcionamento do sistema de tratamento.

Os usos de wetlands demonstram boas eficiências na remoção de sólidos suspensos, DBO e na concentração de nutrientes (Fósforo e Nitrogênio). Dentro de um sistema wetland ocorrem diversos processos que contribuem para a melhoria da qualidade do efluente, são eles: adsorção de íons amônio e de metais pelos argilominerais, adsorção de íons metálicos, de pesticidas e de compostos a base de fósforo pela matéria orgânica; decomposição da matéria orgânica; decomposição da matéria orgânica biodegradável, tanto aeróbia como anaerobiamente; remoção de patógenos por microrganismos; retiradas de metais pesados e outras substâncias tóxicas (dentro de limites) pelas plantas (macrófitas).

A remoção da matéria orgânica e dos nutrientes dentro de um filtro wetland se deve ao uso de macrófitas aquáticas (Figura 1). Estas espécies são utilizadas porque possuem adaptações à diversos tipos de ambientes, desde brejos até ambientes totalmente submersos. Em wetlands construídas, as macrófitas podem ser do tipo emersa; com folhas flutuantes; submersas enraizadas; submersas livres; e aquáticas flutuantes.

Figura 1 – Tipos de macrófitas que podem ser utilizadas em wetlands construídas.

Critérios de dimensionamento

As wetlands são projetadas a partir da escolha do tipo de fluxo hidráulico (superficial ou subsuperficial), Tempo de Detenção hidráulica (TDH), material filtrante e da espécie de macrófitas.

As wetlands construídas com fluxo superficial (Figura 2) apresentam áreas que simulam lagoas do tipo pântano, com vegetação variada. Neste tipo de fluxo, a lâmina de água pode variar de 10,0 a 40,0 cm, dependendo do projeto, e é mantida sobre a superfície do solo. O tratamento do efluente ocorre através da ação de microrganismos que ficam fixados na superfície do solo e nas raízes das plantas.

Figura 2 – Exemplo de um sistema wetland de fluxo superficial.

Já as wetlands construídas de fluxo subsuperficial, se caracterizam por possuir um meio filtrante junto com a vegetação aquática, onde o efluente atravessa o meio filtrante horizontalmente ou verticalmente (seta preta). Durantes este percurso, o esgoto entra em contato com zonas aeróbias, anóxicas e anaeróbias. As zonas aeróbias ocorrem perto das raízes e rizomas (Figura 3). Durante a passagem do esgoto pela rizosfera (região onde o solo e as raízes das plantas entram em contato), ocorre a degradação do mesmo pela ação dos microrganismos e pelos processos físicos e químicos. Nestes sistemas, o princípio básico de tratamento é a formação do biofilme aderido no meio suporte e nas raízes das plantas, onde os compostos orgânicos são degradados em condições aeróbias e anaeróbias. O fornecimento de oxigênio nos sistemas wetland se dão de duas formas: por meio da transferência de oxigênio entre as raízes e rizomas das plantas e a rizosfera; e através da difusão do oxigênio entre a atmosfera e a rizosfera.

Figura 3 – Representação esquemática da formação de biofilme.

Nas wetlands subsuperficiais, o meio filtrante pode ser composto por areia, pedra e/ou brita que, junto com as raízes da vegetação (macrófitas), atuam no tratamento do efluente.

A figura 4 demonstra um exemplo do processo de wetland utilizando fluxo subsuperficial aplicado no tratamento de esgotos sanitários.

Figura 4 – Exemplo do processo de wetland utilizando fluxo subsuperficial horizontal e vertical

Dentre as mais diversas variações, os modelos mais comuns de wetlands de fluxo subsuperficial possuem tubulações de entrada distribuídas por toda superfície, de onde é lançado o efluente de forma intermitente. O efluente atravessa (seta vermelha) o meio filtrante até ser coletado pela parte da tubulação inferior do sistema.

Um fator importante para a boa eficiência da wetland é a correta escolha e utilização do meio suporte. Este serve como substrato ao cultivo da vegetação, favorecendo as transformações químicas e bioquímicas, além de reter os poluentes removidos. Para se projetar uma wetland é importante conhecer a porosidade e condutividade hidráulica do meio filtrante escolhido, uma vez que o estudo hidráulico é baseado nesta escolha.

Quanto ao tipo de vegetação (macrófitas) cultivada nas wetlands, o desempenho no tratamento é maior na presença de plantas. As plantas utilizadas no sistema de wetlands servem de superfície para o crescimento de microrganismos e adesão do biofilme, atuando na retirada de nutrientes do efluente. A seleção da vegetação a ser cultivada está relacionada com a profundidade da zona de raízes e a altura da planta, assim como com o tipo de sistema escolhido, fluxo superficial ou subsuperficial. As macrófitas emergentes, utilizadas em sistemas de fluxo subsuperficial, são fixas no substrato da wetland e adaptadas a profundidades de 0,5 a 1,5 m.

Fonte: Tratamento de Água

Água do Rio São Francisco afasta colapso do abastecimento na cidade de Tacaimbó/PE

A chegada das águas do Rio São Francisco em Tacaimbó, na região Agreste, tem um duplo significado para os moradores da cidade: mais água nas torneiras e o fim da ameaça do colapso no abastecimento.

O Governo do Estado, por meio da Companhia Pernambucana de Saneamento – Compesa,  iniciou, no dia 13/03, a distribuição de água em fase de testes para a cidade, a partir do sistema integrado Adutora do Agreste-Moxotó, que está antecipando o uso da água da Transposição do Rio São Francisco mesmo sem a finalização da obra do Ramal do Agreste – em execução pelo  governo federal.

Tacaimbó é a sexta cidade beneficiada pelo novo sistema. Outros quatro  municípios ainda serão contempladas, alcançando uma população de 400 mil pessoas. Em Tacaimbó, os bairros do Centro e a Rua Velha são as primeiras localidades atendidas e a previsão é, dentro de 20 dias, abastecer todos os bairros da cidade com água da Transposição. Porém, a Compesa adianta que o calendário de distribuição não será alterado de imediato em virtude da situação dos dois mananciais que atendem a cidade, a Barragem do Bitury e a Barragem Tabocas-Piaca , ambas  localizadas na cidade de Belo Jardim.

Sistema Adutor Tabocas-Piaca

Desde o colapso da barragem do Bitury, há quatro meses, o Sistema Adutor Tabocas-Piaca passou a responder integralmente pelo abastecimento de Tacaimbó. No entanto, a Barragem de Tabocas está em pré-colapso e não suportaria mais um mês de abastecimento se as chuvas não chegarem. “Em abril, a cidade entraria em colapso se não fosse as águas do Velho Chico. O governador Paulo Câmara conseguiu agilizar os recursos para a obra e os técnicos da Compesa deram celeridade às ações para garantir a segurança hídrica para Tacaimbó”, ressaltou o presidente da Compesa, Roberto Tavares. Ele adiantou que, com a expectativa de recuperação dos dois mananciais neste inverno, a Compesa terá condições de melhorar o abastecimento da cidade, ofertando mais água para a população.

O abastecimento de Tacaimbó com as águas do Rio São Francisco só foi possível graças a Adutora do Moxotó, um investimento R$ 85 milhões, que se integrou às tubulações já assentadas da Adutora do Agreste. Apenas nesta semana, além de Tacaimbó, as cidades de Sanharó e São Bento do Una passaram a ser atendidas pelo sistema, ainda em fase de testes. Arcoverde, Pesqueira e Belo Jardim também já estão sendo abastecidas com águas da Transposição do Rio São Francisco. Alagoinha, Pedra, Venturosa e São Caetano são as próximas cidades a serem atendidas pelo Sistema da Adutora do Agreste-Moxotó.

Fonte: www.compesa.com.br

Certificação Bureal Veritas Quality International

 

A busca incessante da Marques Andrade Engenharia pela satisfação dos clientes, aliada a participação e permanente contribuição de todos os colaboradores, foram engrenagens para mais uma importante conquista.

Dando continuidade a nossa trajetória de Ética, Comprometimento e Respeito a Engenharia é, com muita satisfação, que recebemos a Certificação do Bureal Veritas Quality International para a norma PBQP-H Siac Nível A – INMETRO.

Permaneceremos buscando a melhoria contínua da gestão, com foco em obras civis e de infraestrutura, atuando no norte, nordeste e centro-oeste brasileiro de forma inovadora e transmitindo luz ao nossos clientes.

IFAT 2018 – Feira Internacional para Gestão da Água, Esgoto, Lixo e Resíduos.

“A feira apresenta novas soluções e estratégias na utilização de recursos em ciclos inteligentes na gestão de água, esgoto, resíduos e matérias-primas para assegurar que sejam preservadas a longo prazo. Com números impressionantes, 96% dos expositores classificam como excelente a qualidade e a diversidade internacional dos visitantes e 97% dos visitantes investem na feira.”

Razões para visitar:
– Ponto de encontro para todas as empresas do setor de tecnologia ambiental.
– Plataforma de inovação mundial do setor.
– Presença das empresas principais com as propostas inovadoras que apresentam soluções pioneiras e dinâmicas para o mercado.
– Temas abordados como: “Reciclagem de carros” (armazenamento, drenagem, extração de poluentes e fracionamento de veículos em fim de vida para recuperação de recursos) e materiais de construção ( máquinas, escavadeiras, acessórios para asfalto, concreto e aço).
– Programação de várias atrações, palestras e demonstrações ao vivo de alto padrão.
Dados do Ifat 2016:
– 3097 expositores vindos de de 59 países;
– 136.885 visitantes vindos de 168 países;
– mais de 230.000m² de área de exposição.
Para maiores informações: https://www.ifat.de/index-2.html

Fonte: https://www.ifat.de/index-2.html

Embasa fecha financiamento de € 60 milhões

A Agência Francesa de Financiamento (AFD), organismo público que financia projetos em países em desenvolvimento, está negociando um financiamento de EUR 60 milhões com a estatal da Bahia de água e saneamento Embasa. O escopo é reformar e modernizar o sistema de esgoto e saneamento da capital baiana e reduzir as perdas de água potável, salvando 3 milhões de metros cúbicos por ano.

A assinatura deve ocorrer no 8º Fórum Mundial da Água, que vai acontecer em março em Brasília. A AFD atua no Brasil em água e saneamento desde 2012, quando firmou um contrato com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan). O empréstimo é de EUR 100 milhões para infraestrutura de saneamento para melhorar os serviços destinados a 330 mil pessoas. As obras estão terminando.

A agência também dá apoio a empresas privadas, por meio de sua filial denominada Proparco. A brasileira Aegea é uma das principais clientes. Tem um financiamento para o serviço de água potável e saneamento que vai beneficiar 260 mil pessoas.
A AFD está presente em mais de 100 países. Apoia projetos que ajudam a reduzir a pobreza e a desigualdade, preservam o meio ambiente e favoreçam o desenvolvimento econômico sustentável.

Os financiamentos vão para as infraestruturas mas a AFD dá também assistência em termos de governança. “Os problemas de acesso à água e saneamento são muitas vezes mais de governança do que de carência dos recursos hídricos ou técnicos”, disse Céline Gilquin, responsável pela área de água e saneamento da AFD.

Em 2017, a agência alocou EUR 10 bilhões em vários projetos pelo mundo, sendo EUR 1,2 bilhão no setor da água. O objetivo é ampliar a presença no Brasil e na América Latina. A agência fará apresentações em mais de dez sessões no fórum em que abordará o papel do financiamento em ações bem-sucedidas, como na gestão de inundações.

Os franceses têm um conhecimento reconhecido e comprovado em iniciativas públicas e privadas nesse segmento. “O modelo francês da governança e gestão da água é referência para vários países. É um momento de destacar e valorizar esse conhecimento.”

A AFD pretende acompanhar o Brasil no caminho da universalização do serviço de esgoto, área em que o país tem muito a avançar. E a França, sede de líderes mundiais nessa indústria e de uma gama de companhias que desenvolvem inovações nessa cadeia, tem interesse em ajudar o Brasil na empreitada.

É um mar de oportunidades. Segundo o “Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas”, publicado em 2017 pela Agência Nacional de Águas, somente 42,6% dos esgotos do país são coletados e tratados.

 

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/5287233/embasa-fecha-financiamento-de-%253F-60-milhoes

 

63% de beneficiários do Bolsa Família não têm saneamento básico

Quase 92% das pessoas atendidas pelo Bolsa Família pertencem ao grupo dos 30% de brasileiros que recebem os menores rendimentos no país.

O IBGE divulgou nesta quarta-feira (29) informações sobre o perfil das pessoas atendidas pelos programas de transferência de renda Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada.

Além de dados que mostram informações já conhecidas, como o Norte e o Nordeste estabelecidos como regiões de mais elevado percentual de pessoas que recebem dinheiro de programas sociais, a pesquisa mostra hábitos de consumo e características dos domicílios.

Esgotamento sanitário é um dos grandes aspectos que diferenciam um domicílio que recebe o Bolsa Família daquele que não recebe. Só 36,8% dos domicílios que levam dinheiro do programa estão situados em locais que têm rede geral, pluvial ou fossa ligada à rede. Como base de comparação, no total de domicílios que não recebem Bolsa Família no país, porque não necessitam ou porque não foram atendidos, há esgotamento sanitário em mais de 70% dos casos.

A coleta de lixo aparece em apenas 73,7% dos domicílios de Bolsa Família, quando no grupo dos domicílios sem ele a coleta supera 93%.

Apenas 29,7% dos lares que recebem Bolsa Família possuem máquina de lavar roupa. Entre os que não recebem, esse percentual sobe para 68,6%, o que mostra que o acesso a bens duráveis é mais difícil para as famílias atendidas.

O menor grau de escolaridade é outra característica que diferencia as famílias beneficiadas. Em cerca de 14,4% dos lares que não recebem o auxílio algum morador tem curso superior. Esse número cai para 0,8% entre os beneficiários do programa.

Podem participar do Bolsa Família as famílias que vivem em situação de pobreza que possuem renda por pessoa de até R$ 85 mensais. Também são atendidas pelo programa aquelas com renda por pessoa entre R$ 85 e R$ 170 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de até 17 anos.

Já o BPC (Benefício de Prestação Continuada) garante salário mínimo mensal ao idoso acima de 65 anos ou pessoas com deficiência de qualquer idade, com dificuldades físicas ou intelectuais, entre outros detalhes. Neste caso, a renda por pessoa do grupo precisa ser inferior a um quarto do salário mínimo.

 

Fonte: Folha de São Paulo

Quase metade da população não tem acesso a serviço de esgoto

O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) considera como atendimento adequado de esgoto sanitário o uso de fossa séptica ou rede de coleta e tratamento de esgoto

No Brasil, 45% da população ainda não têm acesso a serviço adequado de esgoto. Dentre as regiões brasileiras, a Sudeste é a que apresenta os melhores índices de coleta e tratamento de esgotos, sendo a única onde o tratamento dos esgotos gerados alcança mais da metade de sua população urbana. Os dados constam no Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas divulgado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Ministério das Cidades.

O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) considera como atendimento adequado de esgoto sanitário o uso de fossa séptica ou rede de coleta e tratamento de esgoto. Dentro desse critério, 55% dos brasileiros dispõem do serviço adequado.

A publicação aponta que 43% são atendidos por sistema coletivo (rede coletora e estação de tratamento de esgotos); 12%, por fossa séptica (solução individual); 18% têm o esgoto coletado, mas não é tratado; e 27% não têm qualquer atendimento.

Foram realizadas avaliações em cada um dos 5.570 municípios do país, sempre considerando as diversidades regionais e a abordagem por bacia hidrográfica. No estudo, são consideradas exclusivamente as residências urbanas e não foi avaliada a prestação do serviço na área rural.

O documento divide o país em 12 regiões hidrográficas: Amazônica, Tocantins-Araguaia, Atlântico Nordeste Ocidental, Parnaíba, Atlântico Nordeste Oriental, São Francisco, Atlântico Leste, Atlântico Sudeste, Atlântico Sul, Uruguai, Paraná e Paraguai.

INVESTIMENTOS

De acordo com o Atlas Esgotos, a universalização do esgotamento sanitário na área urbana do país necessitaria de R$ 150 bilhões em investimento, tendo como horizonte o ano de 2035. Cerca de 50% dos municípios, que precisam de serviço de tratamento convencional de esgoto, demandam 28% do valor estimado. Já 70 dos 100 municípios mais populosos requerem solução complementar ou conjunta e concentram 25% do total de investimento.

Os custos com coleta e com tratamento variam conforme a região, sendo maiores no Norte e menores no Sudeste. Para o Brasil como um todo, os gastos com coleta representam 2,7 vezes mais do que os previstos em tratamento.

Entretanto, segundo a ANA e o ministério, apenas o aporte financeiro não é suficiente para a universalização, sem capacidade adequada de administração do serviço. No país, existem vários exemplos de sistemas de coleta e tratamento de esgoto que foram abandonados ou sequer entraram em operação devido a problemas associados a gestão.

Na maioria dos municípios (4.288) o serviço é prestado pela própria prefeitura ou há um prestador que precisa aprimorar a capacidade de gestão. Entretanto, parte significativa da população urbana (87 milhões de habitantes), projetada para 2035, está nos municípios cujo prestador de serviço tem situação institucional consolidada.

ATLAS ESGOTOS

Segundo o Atlas Esgotos, os serviços de esgotamento sanitário podem ser prestados de forma indireta, quando delegados para autarquia municipal, companhia estadual ou concessionária privada; ou de forma direta, sem prestador de serviço, sendo realizado pelas próprias prefeituras.

O estudo ressalta que, mesmo com as duas possibilidade de organização, há municípios sem coleta e tratamento de esgoto.

Nesse contexto, 2.981 municípios têm delegado os serviços de saneamento (forma indireta), sendo que cerca de 50% deles têm coleta e tratamento de esgotos, alcançando pelo menos 10% dos habitantes. Por outro lado, 2.589 municípios não têm prestador de serviço, e apenas 5% desse grupo oferecem tratamento coletivo de esgoto.

A forma indireta de gestão é adotada pelas cidades maiores que delegam, na maior parte das vezes, o serviço para companhias estaduais. Nos municípios de pequeno porte, o serviço fica a cargo das prefeituras. Ao observar as regiões, na porção leste do país (Nordeste, Sudeste e Sul), é possível identificar que a maioria dos municípios tem serviço de esgotamento sanitário delegado, enquanto mais a oeste (Norte e Centro-Oeste) predominam aqueles cuja responsabilidade pela prestação do serviço recai sobre as prefeituras.

CARGA ORGÂNICA

Conforme o estudo, o Brasil produz cerca de 9,1 mil toneladas de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) por dia, parcela orgânica dos efluentes vindos do esgoto doméstico. Desse total, 48% são provenientes de 106 municípios com população acima de 250 mil habitantes.

A DBO é um dos mecanismos usados para medir a poluição das águas e a qualidade do tratamento de esgoto. Quanto mais DBO, maior o grau de poluição na água.

De acordo com o atlas, durante o tratamento, 60% de DBO precisam ser removidos. Entretanto, na maioria das cidades brasileiras (4.801) os níveis de remoção da carga orgânica são inferiores a 60% da quantidade gerada.

Os baixos níveis de remoção são encontrados em todas as regiões, em especial no Norte e no Nordeste. Dos 5.570 municípios, 70% removem no máximo 30% da carga orgânica gerada.

No outro extremo, apenas 769 cidades (14%) têm índices de remoção de DBO superiores a 60%, concentradas principalmente na Região Sudeste. Apenas 31 dos 100 municípios mais populosos conseguem remover carga orgânica acima de 60%.

Em relação à unidades da Federação, apenas o Distrito Federal remove mais de 60%. Os estados de São Paulo e Paraná chegam perto desse índice, enquanto que nos demais estados os índices são menores.

No país, de toda a carga orgânica gerada (9,1 mil toneladas de DBO/dia), somente 39% são removidos nas estações de tratamento de esgoto.

Com isso, uma parcela significativa de poluentes é lançada diretamente nos corpos d’água das bacias, “comprometendo a qualidade das águas para diversos usos, com implicações danosas à saúde pública e ao equilíbrio do meio ambiente”, de acordo com a publicação. Pelo menos, cerca de 110 mil quilômetros de cursos d’água, notadamente na porção leste do país, têm baixa qualidade de água. (Agência Brasil)

Fonte: Diário do Litoral.

Compesa e empresas contratadas iniciam planejamento das ações de recuperação do SES Caruaru

A Compesa realizou reunião de partida dos serviços de requalificação das unidades do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) de Caruaru, na quinta-feira (11), no Hotel WA. Além dos representantes das empresas, participaram também o gerente regional e membros da prefeitura da cidade. “O trabalho exigirá ações integradas, visto que o acesso às margens do rio é muito prejudicado pela ocupação desordenada”, destacou o coordenador do PSA Ipojuca, Sérgio Murilo.

O conjunto de ações contempla a requalificação de quatro estações elevatórias; a elaboração do projeto de esgotamento da cidade; e cadastro, limpeza, desobstrução e filmagem da rede coletora existente na cidade. Com isso, todos os envolvidos estão montando um único cronograma de atuação. As obras de requalificação das quatro estações elevatórias serão executadas pela Marques Andrade Engenharia e devem ser concluídas até dezembro. O investimento da Compesa para esta ação está orçado em R$ 2,6 milhões, possibilitando o tratamento dos esgotos de aproximadamente 15 mil imóveis.

Já a ação de cadastro, limpeza, desobstrução e filmagem da rede será feita pelo Consórcio Jole/Sermap, com um investimento de R$ 3 milhões. O projeto da rede de esgotamento de caruaru está sendo elaborado pela empresa goiana Senha Engenharia, que iniciou os estudos em maio/16 e concluirá os serviços em dez/17, orçado em R$ 3,5 milhões.

Fonte: www.compesa.com.br

Governo amplia para R$ 9.000 limite de renda do Minha Casa, Minha Vida

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) o aumento do limite de renda para participação do programa Minha Casa, Minha Vida e a meta de contratação de 610 mil unidades habitacionais em 2017.

As mudanças no Minha Casa foram antecipadas pela Folha em janeiro.

O presidente Michel Temer participou do evento, no Palácio do Planalto, que contou com uma plateia repleta de representantes do setor de construção civil.

O limite de renda mensal para participação no programa foi ampliado. Na faixa 1,5, o teto passa de R$ 2.350 para R$ 2.600. Na faixa 2, o limite sobe de R$ 3.600 para R$ 4.000.

Na faixa 3, que contempla financiamentos com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), o teto aumenta de R$ 6.500 para R$ 9.000.

“Esse mecanismo amplia a quantidade de pessoas que terão acesso e atinge a classe média com o programa Minha Casa, Minha Vida”, afirmou o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

Sobre a informação de que o governo avalia elevar o valor máximo para financiamento de imóvel com recursos do FGTS, Oliveira afirmou que o assunto será avaliado pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Na semana passada, a Folha revelou que a proposta em estudo prevê que o teto, hoje, em R$ 950 mil, vá para R$ 1,5 milhão.

O ministro destacou que medida amplia em R$ 8,5 bilhões o volume de recursos de financiamento e subsídios destinados à habitação. O montante passa de R$ 64,4 bilhões para R$ 72,9 bilhões.

A maior parte dos subsídios, de R$ 1,2 bilhão, será do FGTS, segundo Oliveira. A União responde por R$ 200 milhões em subsídios.

O argumento do governo é que a proposta irá aumentar o emprego no setor de construção, além de facilitar o acesso do brasileiro à casa própria.

A meta de contratações envolve todas as faixas: 170 mil para a faixa 1; 40 mil para a faixa 1,5; e 400 mil para as faixas 2 e 3.

As mudanças já foram aprovadas pelo Conselho Curador e começam a valer após a publicação de uma resolução.

SAQUE DO FGTS

O governo garante que a medida de estímulo aos financiamentos e a possibilidade de saque do FGTS, prevista para março, não atrapalham as contas do fundo.

“Não tomaríamos medida que ensejasse desequilíbrios entre ativos e passivos do FGTS”, afirmou Dyogo Oliveira.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, disse que as medidas são seguras. “O pagamento de contas inativas, a distribuição dos dividendos e todo esse movimento feito com a ação de agora, tudo isso foi estudado por todas as equipes e é feito de maneira muito segura.”

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COMO FICA O MINHA CASA

Teto de renda mensal

Faixa 1,5
sobe de R$ 2.350 para R$ 2.600

Faixa 2
sobe de R$ 3.600 para R$ 4.000

Faixa 3
sobre de R$ 6.500 para R$ 9.000.

 

 

Reportagem: Laís Alegretti e Gustavo Uribe
Fonte: Folha de São Paulo

Nova Filial em Aparecida de Goiânia.

De malas prontas e com sede de fazer acontecer. É assim que a Equipe da MARQUES ANDRADE ENGENHARIA chega até a sua nova casa: o estado de Goiás. Visando atender à região Centro-Oeste, bem como a nossas novas demandas, que abrimos nossa 1ª Filial, na cidade de Aparecida de Goiânia/GO.